DA REDAÇÃO — Nesta quinta-feira (17), uma reunião entre a Agência Reguladora dos Serviços de Saneamento das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (ARES-PCJ) e o Comitê de Concessão Municipal discutirá o reajuste das tarifas de água e esgoto da Sabesp em Olímpia. Em entrevista ao Diário de Olímpia, o prefeito Fernando Cunha explicou que o aumento está previsto no contrato e será ajustado de acordo com a inflação acumulada desde a assinatura da concessão, em agosto de 2022.
“A realidade é que o reajuste já era esperado. Quem vive no Brasil sabe que convive com aumentos constantes, seja no supermercado ou na farmácia. Com a água não é diferente”, declarou Cunha. Ele ressaltou que o reajuste é anual e tem como base o índice inflacionário, conforme estipulado no contrato de concessão.
“O contrato com a Sabesp estabelece que, durante cinco anos, os aumentos serão feitos apenas para repor a inflação. Isso significa que não haverá surpresas para o consumidor”, completou o prefeito.
Reajuste inflacionário previsto no contrato
O contrato com a Sabesp estabelece que as tarifas serão corrigidas anualmente, considerando a inflação acumulada no período. Desde a última atualização de preços, as tarifas permaneceram congeladas, com exceção de uma redução de 5% implementada em 2022. Agora, o comitê municipal, composto por representantes da prefeitura e da sociedade civil, avaliará os cálculos apresentados pela ARES e autorizará o reajuste baseado no índice inflacionário.
“O comitê é responsável por avaliar as contas apresentadas pela ARES e garantir que o ajuste esteja de acordo com o contrato. A população está protegida, pois não há aumentos além da inflação nos próximos cinco anos, exceto para casos específicos de renovação de rede ou obras significativas”, explicou o prefeito.
Impacto no consumidor
Para Cunha, o impacto do aumento será similar ao que os consumidores já enfrentam no dia a dia com outros serviços e produtos. “É inevitável. Precisamos lembrar que os reajustes de serviços essenciais ocorrem em toda parte. A diferença aqui é que o contrato estabelece uma proteção para a população, limitando o aumento à inflação”, comentou.
O prefeito ainda mencionou que o índice final será determinado pela ARES, que apresentará os cálculos oficiais na reunião. “A ARES irá mostrar os valores para o comitê, que então definirá o percentual de reajuste a ser aplicado. O aumento pode ser sentido ainda neste mês ou no próximo, dependendo de quando o decreto for aprovado”, acrescentou.
Transparência e compromisso com o contrato
Cunha defendeu a importância de seguir o contrato com a Sabesp, afirmando que as condições foram negociadas para proteger tanto a concessionária quanto os consumidores. “Não há surpresas. O contrato é claro sobre os reajustes anuais, e qualquer coisa fora da inflação só poderá ocorrer após cinco anos de concessão. Dessa forma, todos sabem exatamente o que esperar”, explicou.
Segundo ele, a reunião é um processo necessário para garantir que os serviços de água e esgoto em Olímpia continuem a ser prestados com qualidade e dentro de um modelo econômico viável. “Temos que garantir que a Sabesp consiga cobrir seus custos e, ao mesmo tempo, manter a tarifa justa para a população. É um equilíbrio que o contrato tenta manter”, finalizou o prefeito.
O resultado da reunião será divulgado oficialmente pela prefeitura, e os moradores devem ser informados sobre o novo valor das tarifas nas próximas semanas. Cunha reforçou que a administração está comprometida em garantir a transparência no processo e assegurar que a Sabesp cumpra o contrato na íntegra.








































