DA REDAÇÃO — A Estância Turística de Olímpia é a única cidade do país a sediar uma mostra dedicada ao centenário de nascimento da artista Marina Caram (1925–2008), uma das principais representantes do Expressionismo brasileiro. A exposição “Marina Caram – Expressões da Humanidade” está em cartaz na ECO (Estação Cultura de Olímpia) e reúne mais de 40 obras que retratam a trajetória da pintora, escultora, gravadora, desenhista e ilustradora.

Com curadoria de Tereza Cristina Ferreira Batista e produção executiva de Marcelo Monzani, a mostra é realizada pelo Acervo Marina Caram e apresenta cinco fases marcantes da carreira da artista: Fase Inicial (1948–1951), Paris (1951–1952), Salvador (1954–1955), O Homem e as Profissões (1967) e O Homem e a Máquina (1969).

Entre os destaques está o primeiro autorretrato de Marina Caram, produzido no ateliê de Di Cavalcanti, marco simbólico de sua formação artística. A exposição pode ser visitada até 4 de junho de 2026, com entrada gratuita, de segunda a domingo, das 9h às 21h.

Legado e trajetória

Nascida em Sorocaba (SP) em 1925, Marina Caram destacou-se pela sensibilidade em retratar desigualdades, preconceitos e dramas sociais. Aos 14 anos, mudou-se para São Paulo, onde estudou e trabalhou com Di Cavalcanti. Em 1951, realizou sua primeira mostra individual no MASP e, no mesmo ano, obteve bolsa do Consulado Francês para estudar na Escola de Belas Artes de Paris.

Durante sua trajetória, conviveu com nomes como Oswald de Andrade, Pietro Maria Bardi e Lasar Segall. Participou de seis edições da Bienal de São Paulo e de diversas exposições no Brasil, América Latina, Europa e Japão.

Em 2021, foi criado o Acervo Marina Caram, em São Paulo, voltado à catalogação, pesquisa e difusão de sua obra. A exposição em Olímpia reafirma o papel da artista como uma voz expressiva e atemporal da arte brasileira.