DA REDAÇÃO — A COP30 começou na segunda-feira (10), em Belém (PA), reunindo representantes de diversos países, empresas e organizações para discutir estratégias de limitação do aquecimento global em 1,5°C. A Tereos participou de seis painéis da conferência, destacando ações de descarbonização no campo e na indústria e o papel do agronegócio como parte da solução climática.
Representando o grupo internacionalmente, Kristell Guizouarn, diretora global de Public Affairs, ESG e Comunicação, afirmou que a empresa trabalha para reduzir a própria pegada de carbono.
Segundo ela, “assumimos grandes compromissos para reduzir nossa pegada de carbono, abrangendo tanto o setor agrícola quanto o industrial”. Guizouarn citou o avanço da agricultura regenerativa e o menor uso de insumos sintéticos como medidas que otimizam o balanço de carbono.
Metas no Brasil e biocombustíveis

O diretor-presidente da Tereos no Brasil, Pierre Santoul, abordou as metas de descarbonização da operação nacional. Ele disse que o grupo direciona esforços para o cumprimento das metas agrícolas e ressaltou que “isso significa uma redução de 36% em nossa pegada de carbono até 2032, um objetivo ambicioso e concreto que estamos determinados a alcançar”.
Santoul mencionou ainda o uso estrutural de biocombustíveis nas operações do país.
Estudo setorial entregue à presidência da COP30
A empresa também apoiou o estudo “Descarbonização do agronegócio: caminhos para reduzir emissões e promover sustentabilidade”, elaborado pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS). O documento foi entregue ao presidente da COP30, André Correa do Lago, semanas antes do início da conferência.
O projeto reuniu mais de 40 entidades e empresas do setor agropecuário. Entre as co-líderes estiveram Tereos, Amaggi, Bayer, Citrosuco, Nestlé e Syngenta. O estudo mapeia oportunidades e estratégias financeiramente viáveis para acelerar a redução de emissões de gases de efeito estufa.
Visibilidade do agronegócio na COP30
Felipe Mendes, diretor de Sustentabilidade da Tereos, destacou a criação da Agrizone como área dedicada ao agronegócio dentro da conferência.
Ele afirmou que “a presença robusta do agronegócio na COP30, com a criação da Agrizone pela primeira vez, tem sido um divisor de águas”. Para Mendes, a integração de esforços e a troca de conhecimento aumentam a capacidade do setor de contribuir com metas climáticas.











































