DA REDAÇÃO — Uma técnica de enfermagem foi agredida durante atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Olímpia, no centro da cidade, em ocorrência registrada no sábado (14). O caso foi comunicado à Polícia Civil após intervenção da Guarda Civil Municipal. Capa: ilustração IA

Segundo o boletim de ocorrência, a vítima B.V.S., 43 anos, técnica em enfermagem, realizava um eletrocardiograma em uma paciente quando a mulher arrancou os cabos dos eletrodos utilizados no exame, levantou-se da maca e partiu para agressão física contra a profissional de saúde, causando lesões.

De acordo com o registro policial, além da agressão física, a autora também teria proferido ofensas verbais contra a vítima, chamando-a de “vagabunda”. Durante a confusão, a mulher ainda teria tentado arremessar objetos contra a técnica de enfermagem e contra um médico que se encontrava na sala no momento do atendimento.

Ainda conforme o relato da vítima, após a agressão inicial, a autora tentou avançar também contra outra profissional da unidade. A situação foi controlada com a intervenção de uma técnica de enfermagem que conseguiu conter a paciente até a chegada da equipe de segurança.

Guardas civis municipais foram acionados pelo sistema de comunicação da cidade para atender a ocorrência na unidade de saúde. Durante consulta aos sistemas policiais, foi constatado que havia um mandado de prisão em aberto contra a autora M.S.S.B., 54 anos, faxineira.

Diante da confirmação do mandado judicial, expedido pela Justiça do Distrito Federal, os agentes deram voz de prisão à mulher, que foi conduzida à delegacia algemada para garantir a segurança da equipe e da própria conduzida.

A vítima e a autora passaram por atendimento médico na própria UPA, onde foram emitidos os respectivos laudos de atendimento.

A ocorrência foi registrada inicialmente pelos crimes de lesão corporal e desacato. No entanto, a autoridade policial entendeu que não havia elementos suficientes naquele momento para lavratura de prisão em flagrante por esses delitos, apontando a necessidade de ouvir outras testemunhas que estavam no local, entre elas um médico e outra profissional de enfermagem.

Apesar disso, a mulher permaneceu presa em razão do mandado de prisão definitivo existente em seu desfavor. O caso deverá ser encaminhado à delegacia com circunscrição em Olímpia para continuidade das investigações.