DA REDAÇÃO — O programa Casa Paulista entrega, nesta terça-feira (27), o Residencial Milton Campos, em Olímpia. O equipamento comunitário de moradia assistida e gratuita, construído no âmbito do Vida Longa, é destinado a idosos em situação de vulnerabilidade social com renda de até dois salários mínimos. Fotos Divulgação CDHU

A solenidade contará com a presença do secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação do Estado de São Paulo, Marcelo Branco, e será realizada às 14h30, na esquina da Avenida Romilda Minari Zangirolami, 480, Viva Olímpia. A gestão anterior já tinha instalado a placa com familiares do homenageado, Milton Campos, que faleceu aos 106 anos naquele ano.

O empreendimento foi edificado pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), com investimento de R$ 4,8 milhões, e conta com 28 unidades habitacionais, cada uma com 34 m², incluindo sala de estar, dormitório conjugado, cozinha, banheiro e lavanderia. As moradias seguem os princípios do Desenho Universal, garantindo acessibilidade total para pessoas com mobilidade reduzida, seja de forma temporária ou permanente.

Cada moradia é equipada com barras de apoio, louças e pias em alturas adequadas, portas e corredores amplos, interruptores de fácil alcance, alarmes de emergência sonoros e luminosos e pisos antiderrapantes. As áreas comuns também foram projetadas para garantir acessibilidade, proporcionando um ambiente seguro e confortável para os moradores.

Para promover a socialização, o residencial oferece espaços de convivência e lazer, incluindo salão com refeitório e área para assistir televisão, churrasqueira, forno à lenha, aparelhos para atividades físicas, bancos de jardim, horta elevada e paisagismo.

Com caráter protetivo e assistencial, o programa Vida Longa é uma iniciativa conjunta das secretarias Estaduais da Habitação e de Desenvolvimento Social, em parceria com os municípios. As prefeituras são responsáveis por indicar os beneficiários, doar os terrenos para construção e assumir a gestão e manutenção dos empreendimentos após a entrega.

Os imóveis são destinados a pessoas com 60 anos ou mais, com renda de até dois salários mínimos, que vivem sozinhas ou com vínculos familiares enfraquecidos, mas que ainda mantêm autonomia. O beneficiário precisa residir no município a pelos menos dois anos.

O investimento do programa é a fundo perdido e os moradores não pagam taxas de ocupação, nem contas de água ou energia elétrica. Por se tratar de um equipamento público, os beneficiários têm direito ao uso da unidade, mas não à propriedade do imóvel.

Desde 2023, o programa entregou 17 empreendimentos, que somam 460 unidades habitacionais. Estão em construção mais 278 unidades, em 11 cidades, e 50 se encontram em licitação para atender idosos de outros dois municípios.