DA REDAÇÃO – As emissões de gases de efeito estufa em Olímpia aumentaram nos últimos anos, em contramão com a tendência nacional de redução. Dados do Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG) mostram que a cidade registrou um total de 250.058 toneladas emitidas em 2023, um crescimento de aproximadamente 5,5% em relação a 2020, quando as emissões somavam 236.963 toneladas. Com Diário da Região

Enquanto isso, o Brasil apresentou uma redução significativa, com as emissões totais caindo de 2,6 bilhões de toneladas em 2022 para 2,3 bilhões em 2023. A tendência de queda reflete os esforços globais e nacionais para mitigar o impacto das mudanças climáticas. Contudo, na região noroeste paulista, os números indicam um caminho oposto: cidades como São José do Rio Preto também tiveram aumento de emissões, de 1,088 milhão de toneladas em 2022 para 1,128 milhão no último ano.

Em Olímpia, os principais setores responsáveis pelo crescimento são a agropecuária, com 107.395 toneladas emitidas, seguida pela energia, com 77.645 toneladas, e pela gestão de resíduos, que responde por 38.199 toneladas. O uso de combustíveis fósseis em transporte e atividades agrícolas, como o confinamento de gado, foram destacados como principais fontes de emissões.

A doutora em ecologia Maria Stela Maioli Castilho Noll, do Ibilce/Unesp, destacou que a falta de florestas e áreas verdes também contribui para os altos níveis de emissões. “As queimadas e o desmatamento, que cresceram desde 2022, são fatores importantes. A região noroeste de São Paulo é uma das mais desmatadas, com poucos fragmentos florestais”, afirmou.

Na avaliação regional, Olímpia ocupa o 1577º lugar no ranking nacional de emissões, segundo os dados do SEEG. Especialistas apontam a necessidade de investimentos em reflorestamento, criação de áreas verdes urbanas e incentivo a práticas mais sustentáveis na agropecuária e no setor energético para mitigar os impactos ambientais no município e na região.