Por Idney Favero — Em outubro, as eleições municipais Brasil afora apontaram os novos comandantes de cada município pelos próximos quatro anos. Na interiorana Olímpia, em São Paulo, um filho da cidade teve a maioria dos votos e, fazendo jus às características da região, promete dar atenção especial ao segmento turístico. Fernando Augusto Cunha, de 60 anos, vê na atração de viajantes um fator que pode desenvolver e transformar a cidade.

Engenheiro por formação, o novo gestor olimpiense já foi deputado estadual e quer favorecer o ambiente para que a inciativa privada siga investindo na cidade para atrair turistas.

A entrevista para o Hôtelier News, o site que tem como foco principal a produção de informações e a prestação de serviços direcionados totalmente ao mercado hoteleiro, foi feita por Idney Favero, empresário do Beco da Lua, de Olímpia.

 

Consideramos que a Hoteleira é a engrenagem mais importante do Turismo, afinal, seja por avião, ônibus ou automóvel, o turista verdadeiro sempre acaba ficando em um meio de hospedagem, independentemente de utilizar ou não uma agência ou operadora de turismo.

A seguir, o prefeito eleito fala de seus planos para o turismo de Olímpia.

Hôtelier News: Olímpia é hoje uma das 70 Estâncias do Estado de São Paulo, sendo um grande polo turístico do noroeste paulista. Como o senhor analisa a importância do setor para a administração municipal?

Fernando Augusto Cunha: Entendemos que o turismo transformou Olímpia social e economicamente. A economia, historicamente agropecuária, deu lugar ao setor de serviços e estima-se que, cerca de 40% da população da Estância Turística de Olímpia seja economicamente ativa, só pra se ter uma noção, desse total, 30% atuam direta ou indiretamente turismo. Além disso, a cidade recebe também aproximadamente 2 milhões de turistas no ano. Dessa forma, o setor representa, atualmente, o principal viés de desenvolvimento da cidade.

HN: Quais ações o senhor pretende realizar para atrair mais visitantes e empreendimentos para o município?

Cunha: O turismo de uma maneira geral é feito pela iniciativa privada. Precisamos, portanto, favorecer um ambiente de ordem para que o investimento apareça. Nossa meta é desenvolver no turismo de Olímpia inovação, tecnologia, cultura, hospitalidade e competitividade. No entanto, mais a cargo do poder público, pretendemos melhorar ações e atrativos já existentes e incentivar a conscientização popular, revitalizar pontos turísticos e vias de acesso, bem como aprimorar os serviços públicos de suporte ao turista.

HN: Quais os seus principais objetivos e perspectivas com relação ao setor? Pretende trabalhar alguma política pública ou lei de incentivo em prol dos investimentos já implantados no município?

Cunha: O melhor caminho será buscar parcerias com a iniciativa privada. Dessa forma, o trabalho em conjunto gera a valorização mútua. Oferecemos apoio aos empresários, fazendo com que se sintam motivados e amparados e, em contrapartida, aproximamo-nos da iniciativa privada, nos fazendo sempre presentes. Essa é nossa intenção, mas vamos estudar o cenário local com atenção e cautela para definir ações que beneficiaram poder público, empresas e população.

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HN: Olímpia se consolidou como destino de lazer devido às atrações aquáticas, com destaque para o Parque Thermas dos Laranjais, mas o município é também considerado Capital Nacional do Folclore. Como o senhor pretende trabalhar o festival, no sentido de torná-lo mais um forte atrativo para a população e os turistas?

Cunha: Nosso plano de governo foi muito claro com relação à questão da valorização do folclore. A cultura é uma das maiores e principais riquezas que um povo tem e temos a honra de ostentar o título de Capital Nacional do Folclore. Nosso intuito é fazer com que o festival esteja presente o ano inteiro no município, fomentando atividades no Recinto do Folclore, além da semana do festival, e caracterizando a cidade com a simbologia folclórica, criando uma ambientação, para que o turista e o olimpiense realmente identifique Olímpia como a Capital do Folclore.

HN: O Ministério do Turismo estabeleceu por lei a Política Nacional do Turismo, que discursa principalmente sobre regionalização, com o objetivo de que a atividade auxilie no desenvolvimento e fortalecimento de toda a região. Como o senhor pretende tratar essa questão?

Cunha: Acredito que o trabalho regional deva acontecer não só no turismo, mas em todas as áreas. Um município relativamente pequeno como Olímpia, que possui pouco mais de 50 mil habitantes, pode ainda não ter representatividade tão significante no cenário nacional, mas se estivermos unidos aos municípios no entorno, tanto da região administrativa de Barretos, como a de São José do Rio Preto, tendemos a ganhar força para buscar melhorias para toda a região. Por isso, pretendo fortalecer a relação com as lideranças políticas e empresariais da região para, então, traçarmos propostas e metas.

HN: A máxima do turismo diz que “uma cidade só é boa para o turista quando ela é boa para o seu cidadão”. Pensando nisso, quais fatores o senhor considera de extrema importância para que a população se sinta parte integrante do desenvolvimento turístico?

Cunha: Temos que fazer com que nossa cidade viva cada vez mais essa pujança e crescimento econômico que o turismo atrai para nossa cidade. Queremos que essa cultura venha pra dentro da cidade. Precisamos melhorar a qualidade de vida da nossa população e fazê-la entender que todas as conquistas só são alcançadas com o trabalho em conjunto. Incentivaremos ações de conscientização para que o cidadão seja um multiplicador, mas precisamos retribuir com a melhoria dos serviços públicos básicos.

* Idney Favero é empresário da Pousada Beco da Lua, de Olímpia (SP), e colaborador do Hôtelier News.

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