Por Ivanaldo Mendonça — Desde 16 de julho de 1930 o dia 12 de Outubro ocupa lugar especial no cenário nacional. A data marca a promulgação do decreto assinado pelo Papa Pio XI que proclamou Nossa Senhora da Conceição Aparecida como Rainha e principal padroeira do Brasil. Desde 1980, quando o Papa João Paulo II consagrou a Basílica de Aparecida, a data tornou-se feriado nacional.

Não obstante os tantos reconhecimentos oficiais, a relação do povo brasileiro com Maria vai muito além, não se restringe á esfera político-institucional; consiste numa relação de fé, amor, respeito, devoção e esperança que antecede, em muito, qualquer manifestação de autoridades governamentais. A relação com Maria acompanha, desde sempre, nossa relação com Aquele ao qual ela nos aponta e encaminha: Jesus.

Nossa relação com Maria é madura e esclarecida. O centro da fé cristã é Jesus. Ele, e apenas Ele, leva-nos ao Pai. Ele, e mais ninguém, tem o poder de salvar. Dentre todos os que compreenderam, sob a luz do Espírito Santo, esta verdade de fé, impossível negar a relevante presença de Maria a quem nos dirigimos como ‘Nossa Senhora’, única e exclusivamente, por causa de ‘Nosso Senhor’, Jesus Cristo.

A Palavra de Deus, de maneira clara e precisa, reconhece o lugar e papel de Maria na história da salvação. Chamada por Deus (Lucas 1, 26-27), disponível á vontade do Pai (Lucas 1, 38), mãe amorosa (Lucas 2, 41-51), perseverante nas tribulações (Lucas 2, 33-35  ), consciente do seu lugar   ( Mateus 12, 46,50 ), intercessora ( João 2,1-11 ), fiel diante da dor ( João 19,25), acolhe, como filhos, os discípulos de Jesus ( João 19,26 ), está junto aos apóstolos no nascimento da Igreja ( Atos dos Apóstolos 1,12-14).

Se o processo de desenvolvimento humano é balizado, também, pela capacidade de observar e reproduzir comportamentos, no que se refere ao desenvolvimento espiritual, como desconsiderar, ignorar ou combater a relação saudável, madura, esclarecida e inspiradora dos discípulos de Jesus com Maria?  Porque todas as gerações a chamarão ‘bem-aventurada’ (Lucas 1,48)? Ela existe por si mesmo? Não! Porque o todo-poderoso, Deus, fez grandes coisas em seu favor.

Maria em nossa vida é seta, aponta para Jesus! Maria em nossa vida é luz, reflete o amor de Deus! Maria em nossa vida é consolo, intercede em meio ás dores! Maria em nossa vida é confiança, inspira a lançarmo-nos nos braços do Pai! Maria em nossa vida é esperança, certeza de que Deus nunca falta.

Maria, Maria é um dom! Conscientes, no esforço contínuo do seguimento fiel de Jesus, bradamos com a voz e o coração: Viva Nossa Senhora Aparecida!

Ivanaldo Mendonça

Padre, Pós-graduado em Psicologia

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