DO DIÁRIO — Entre janeiro e a última sexta-feira (15), dez crianças foram registradas em Olímpia apenas com o nome da mãe na certidão de nascimento. Nesse período, nasceram 425 novos olimpienses, o que significa que 2,3% ficaram sem o nome paterno no documento. No ano passado, o município contabilizou 648 registros de nascimento, dos quais 38 sem a presença do pai (5,9%).

Por outro lado, de janeiro até agora, 13 crianças tiveram o reconhecimento da paternidade.

O fenômeno se repete em outras cidades do interior paulista. De janeiro a julho, quase 600 crianças nasceram em cinco municípios da região sem o reconhecimento paterno.

Em âmbito nacional, os números são ainda mais expressivos. Segundo o Portal da Transparência da Arpen (Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais), 158.931 crianças foram registradas sem o nome do pai na certidão de nascimento em 2024. No estado de São Paulo, o número já alcança 27.384 registros.

Importância do reconhecimento

A Defensoria Pública de São Paulo destaca que o reconhecimento de paternidade é fundamental para garantir direitos básicos das crianças. Entre eles estão acesso à herança, benefícios previdenciários, além do direito à identidade e ao vínculo familiar.