O Boticário criou o primeiro perfume do mundo com ajuda de inteligência artificial. As fragrâncias ‘Egeo On You’ e ‘Egeo On Me’ nasceram a partir do sistema de AI Phylira, sistema criado pela IBM em parceria com a alemã Symrise.

O Diário fez um ‘teste drive’ com o Egeo On You e aprovamos na Live do Diário da edição de hoje (17) – já está no ponto:

No sistema, foram colocados milhões de dados sobre fórmulas de perfume, possíveis ingredientes, história da perfumaria e taxas de aceitação e rejeição dos consumidores da marca.

Os dados foram cruzados e, de acordo com o pedido da empresa, duas novas fragrâncias surgiram. Elas têm toques de frutas, flores, especiarias e até os inusitados ingredientes caramelo e leite condensado.

Voltada para o público millenial, a linha Egeo ON nasceu a partir de uma parceria da empresa brasileira com a casa perfumista Symrise e a IBM, que colocou seu sistema Phylira à disposição da criação de novos perfumes.

“Ensinamos o computador o processo de criação de uma fragrância e inserimos dados sobre as mais de 3 mil matérias primas que usamos nos perfumes”, contou Jean Bueno, gerente de perfumaria da empresa, ao Estado em novembro de 2018, quando a parceria foi anunciada. A inteligência artificial também recebeu informações sobre vendas e recepção do público nos últimos anos – afinal, a ideia era criar a fórmula perfeita.

Leonardo Concon com uma das novas fragrâncias, neste caso, o Egeo On You

Nas primeiras versões, as fragrâncias incluíam combinações pouco usuais – como jasmim, normalmente usado em perfumes femininos, em um produto unissex. Na combinação final, ingredientes como pepino e leite condensado foram misturados a frutas, flores, especiarias e madeiras. As duas fragrâncias estão presentes nas linhas Egeo On You (“mais quente”, segundo a marca) e Egeo on Me (“mais fria”), já disponíveis em produtos como colônia, gel pós-barba e hidratante corporal.

A empresa também viu vantagens no tempo de criação dos produtos: foram cinco meses de trabalho – normalmente, uma fragrância leva pouco mais de um ano para ser totalmente desenvolvida. Mas o próprio especialista reconheceu a diferença: “98% do trabalho foi da máquina, mas os 2% do perfumista foram fundamentais. É a sensibilidade dele que dá o toque final”, disse o executivo d’O Boticário.

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