O transporte coletivo urbano em Olímpia está cada vez com menor número de passageiros devido à pandemia e às constantes mudanças dentro do Plano São Paulo de contenção ao novo coronavírus e, por isso, para continuar existindo e com o mínimo de déficit, ou quase nada, o município precisa subsidiá-lo, o que vem ocorrendo desde dezembro do ano passado com aprovação de lei municipal.

O passageiro comum está pagando uma tarifa que permanece inalterada, mas é preciso, por causa da pandemia, chegar ao valor para cobrir os custos do transporte, obedecendo o método GEIPOT (Grupo Executivo de Integração da Política de Transportes) através da autarquia Prodem, segundo explicou, detalhadamente, o presidente Fabrício Raimondo ao Diário, com exclusividade, hoje (18).

Segundo decreto publicado hoje no Diário Oficial Eletrônico (ao lado), o prefeito Fernando Cunha fixa a tarifa de remuneração excepcional do serviço público de transporte coletivo em R$ 14,37 por passageiro no período de 1º a 31 de maio (sempre é apurado o mês anterior). “Quer dizer que, se cada pagante tivesse de remunerar de acordo com a planilha GEIPOT, o valor da tarifa seria em maio de R$ 14,37, ele desembolsou, na média entre as tarifas, no mês passado, R$ 4,79, por isso vamos completar em R$ 9,58 a tarifa para a empresa de ônibus”, explicou Fabrício.

Basicamente, o tripé que sustenta o serviço de transporte coletivo se baseia em número de passageiros, quilômetros rodados e, claro, combustíveis (diesel). “Depois, por exemplo, vem número de veículos, por causa do número de motoristas, e as variantes que são muitas dentro da planilha que determina esse custo do transporte”, justifica o presidente da Prodem.

A remuneração à empresa de ônibus começou com a aprovação da lei municipal em dezembro passado e, desde então, com base na planilha dos pagantes e da GEIPOT, a empresa recebe o valor correspondente. Em maio, portanto, com a fixação da tarifa em R$ 14,37, o valor que a Prefeitura pagará à empresa de ônibus será de R$ 69.324,06.

E, como se pode analisar na tabela abaixo, o cenário atual é bem diferente de antes da pandemia em 2019, por exemplo:

Transporte Coletivo em Olímpia dos anos 2019, 2020 e 2021 (fonte: Prodem)

“Na prática, tudo sai dos contribuintes, mesmo ele pagando na fonte as tarifas de R$ 4,10; R$ 455 ou R$ 5,20, o que passar disso a Prefeitura paga”, assinala o presidente da Prodem.

A gratuidade também é crescente no município, tendo em vista os idosos que alcançam a idade para esse benefício (em Olímpia, por lei municipal, mulheres já podem usar o transporte gratuitamente a partir dos 60 anos, e homens aos 65), sem contar deficientes físicos (595 em maio), estudantes (584, pagam 50%) e, claro, idosos (2.917 em maio). Ou seja, dos 10.714 passageiros o mês passado, apenas 7.238 pagaram.

E essa situação deverá perdurar no pós-pandemia, analisa Fabrício, porque o normal, como 2019, sem ser pessimista, poderá demorar para chegar. Enquanto isso, o município mantém com pode o transporte coletivo, mesmo, atualmente, apenas com duas linhas, servindo bairro-centro. E o que parece gratuito para muitos, é ônus para todos.

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