DA REDAÇÃO — A Tereos anunciou a obtenção da certificação ISCC CORSIA Low LUC Risk para a Unidade Mandu, em Guaíra (SP). O selo comprova que o etanol produzido na unidade não gera emissões de gases de efeito estufa associadas a mudanças indiretas no uso da terra.

A certificação amplia a habilitação do etanol da companhia para a produção de combustível sustentável de aviação (SAF), exigido por mercados internacionais que adotam critérios ambientais mais rigorosos.

Em 2024, a unidade já havia conquistado as certificações ISCC CORSIA, ISCC CORSIA Plus e ISCC EU. Com o novo reconhecimento, a empresa reforça a rastreabilidade da matéria-prima e o controle sobre práticas agrícolas e uso da terra.

“A conquista representa mais um passo em nossa jornada de sustentabilidade, com comprometimento contínuo na certificação da produção e na descarbonização das operações”, afirmou Felipe Mendes, diretor de sustentabilidade, novos negócios e relações institucionais da companhia.

O que certifica o selo

A certificação ISCC (International Sustainability & Carbon Certification) verifica critérios ambientais, sociais e econômicos ao longo da cadeia produtiva do biocombustível, do campo ao consumidor final.

No caso do CORSIA Low LUC Risk, o foco é comprovar que o aumento de produtividade não decorre da expansão sobre novas áreas, reduzindo o risco de emissões indiretas por mudança no uso da terra.

O CORSIA é o programa global de compensação e redução de emissões da aviação internacional.

Mercado de SAF

O combustível sustentável de aviação é apontado como uma das alternativas para reduzir as emissões do setor aéreo, que enfrenta metas globais de descarbonização.

A certificação fortalece a posição da Tereos no fornecimento de etanol destinado à produção de SAF para mercados que exigem comprovação de sustentabilidade.