O presidente da Associação Comercial e Industrial de Olímpia (ACIO) e diretor do Sincomércio, Flávio Vedovato, fez um pronunciamento ‘ao vivo’ nas redes sociais da instituição na manhã desta quarta-feira (23), contrariando o endurecimento do Plano São Paulo de combate ao novo coronavírus, do Governo do Estado, anunciadas ontem, de que nos dias 25, 26 e 27, e 1º, 2 e 3, a fase seja a vermelha, liberando apenas serviços essenciais. O prefeito Fernando Cunha se pronunciou ontem.

Confira a mensagem de Natal da ACIO:

“Sabemos que está em jogo vidas, mas também a economia. Respeitamos a ordem constituída, mas não podemos concordar, um ou dois dias importam, sim, deixamos de ganhar, pagamos impostos pesados, o labor é prejudicado, é uma época do ano que fazemos planos e estávamos ansiosos por sua chegada”, disse Flávio.

Ontem à tarde, segundo ele, foi realizada videoconferência com as Associações Comerciais e com a Secretaria de Desenvolvimento Regional do Estado, e o seu jurídico impetrou ações judiciais. “Não suportamos esse faseamento, precisamos de políticas públicas eficazes na política brasileira e estadual, de saúde inclusive, respeitamos, mas não concordamos, vamos dar 24 horas para fazer valer a nossa voz”, disse o presidente da ACIO.

“Esperamos o melhor caminho, está em jogo vidas e a economia, estamos na maior expectativa, planejando o final de ano desde fevereiro, inesperadamente, na reta final de 2020, o faseamento vermelho. A Associação respeita, mas não concorda com certas atitudes, sabemos que o aumento do número de casos vem do desrespeito de muitas pessoas das medidas de proteção, o varejo paulista vem sofrendo, seja com essa alternância de fases, seja com os pesados tributos federais e estaduais, inclusive o ICMS”, frisou Vedovato.

Segundo assinala, “Olímpia é referência no turismo brasileiro, mundial, e por isso o varejo precisa colher os bons frutos. Um dia faz diferença, dois fazem diferença, quanto custa um dia de labor parado e os tributos. A ACIO fez cumprindo normativas desde março, orientando o comerciante, seja na busca de crédito, parcelamento de dívidas, contratação, com a suas equipes técnicas, jurídica, colaboradores e diretoria”.

“Ontem, entramos em contato com o governo do Estado, com videoconferência com as Associações Comerciais, com cidades que já sofrem desde março, solicitamos de forma conjunta que seja revisto, não só em período de fim de ano, mas em janeiro, fevereiro, que tenhamos políticas públicas eficazes na saúde e na economia, chega de tanto desprezo com o varejo”, disse Flávio Vedovato.

E, concluiu: ” A ACIO e Sincomércio, com o seu departamento jurídico, entrou com medidas judiciais. Foi um ano catastrófico com o varejo, é preciso um olhar mais carinhoso com esse setor. Vamos aguardar 24 horas. Estamos respeitando as leis, os governos, mas precisamos trabalhar em conjunto. Não podemos ficar nessa alternância de faseamento. E que os tributos sejam repensados para 2021″.

ACSP: “VAREJO TOMA TODOS OS CUIDADOS” 

Por sua vez, a Associação Comercial de São Paulo também não concorda com a atitude do governo do Estado. “Os comerciantes não podem ser mais uma vez penalizados, já que estão cumprindo todas as normas de segurança recomendadas pela Organização Social de Saúde (OMS) como o uso de máscaras obrigatórias para clientes e lojistas, medição de temperatura na entrada dos estabelecimentos comerciais e utilização de álcool gel para descontaminação”, diz em nota na página principal do site da instituição.

A entidade afirma que “não há nenhum dado oficial que comprove a existência de números relevantes de contágio da Covid-19 no varejo entre pessoas”.

“A Associação Comercial de São Paulo deixa claro que entendeu como aceitáveis as medidas tomadas pelo Governo do Estado junto ao comércio, no começo da pandemia, já que a doença era desconhecida, a Saúde precisava se preparar para receber os pacientes e o varejo se inteirar sobre as formas de minimizar o risco de contágio da doença. Vale ressaltar também que, após entender as medidas de segurança, os comerciantes investiram recursos para a aquisição de materiais de proteção e de prevenção contra a Covid-19.

“Agora, porém, a entidade acredita que este tipo de atitude não se justifica já que o varejo não está entre os lugares onde há mais contaminação da doença. A entidade também entende que esse tipo de medida pode causar mais fechamento de lojas, porque o comerciante ainda se recupera do primeiro impacto da pandemia.

“Aos comerciantes, a ACSP deixa claro que vai continuar firme na luta para preservar seus direitos”.

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