Se não houver alguma medida judicial impetrada para impedir, os ocupantes do Boulevard Shopping de Olímpia poderão ser obrigados a desocuparem o prédio sob interdição da fiscalização da Prefeitura, pressionada pelo Ministério Público, nesta sexta-feira (1º). É que, desde 2015, o prédio funciona sem Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), portanto, com diversas irregularidades que comprometem a segurança coletiva, inclusive da comunidade olimpiense.

O Diário procurou a incorporadora, Ferrasa, e não obteve retorno nesta quinta-feira (31). A Prefeitura, por sua vez, enviou nota breve ao Diário informando que nada havia de oficial até aquele momento para a interdição do prédio.

No entanto, a reportagem conseguiu flagrar o comando dos Bombeiros, comandante Frank e tenente Zanetti, adentrando ao prédio do Ministério Público, depois tentamos conversar com eles, e o máximo permitido foi que, de fato, o prédio do Boulevard não possui AVCB atualizado e a lei tem que ser cumprida.

Ainda no MP, o Diário entrevistou, mesmo sem gravação, a promotora Maria Cristina Geraldes Fochi Reis, que atestou que, nesta sexta-feira, a despeito até do que alguns comerciantes estavam divulgando – de que um acordo de última hora concedia dez dias de prazo para início das obras, algo que custará cerca de R$ 200 mil – nada havia de concreto nesta direção, exceto o cumprimento pela Prefeitura, sob pena do prefeito Fernando Cunha ser acusado de crime de improbidade.

“Dez dias? Quem disse isso?”, perguntou a promotora ao Diário. “Não tem acordo, apenas pedimos ao prefeito em exercício Fábio Martinez o cumprimento da interdição, aos bombeiros um novo laudo apontando as irregularidades e o que precisa ser feito, mas nos autos não há nenhuma flexibilização de prazo”, acrescentou a promotora Maria Cristina.

Confira a ‘live’ que o Diário fez na tarde de hoje:

Pelo processo no MP, não tem jeito: nesta sexta (1º), provavelmente pela manhã, o prédio será interditado. E interdição não tem normas para desocupação ou mudanças, apenas desocupação imediata. Força policial poderá ser requisitada.

A esperança é que, este procedimento no MP estará sob o comando de um novo promotor (ou, promotora) a partir desta sexta-feira (1º), que poderá relaxar, digamos, o prazo, atendendo o que se ventilou (e este mesmo jornal, pelas redes sociais), ou seja, o prazo de dez dias para regularização.

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