Por Ivanaldo Mendonça — Na passagem bíblica intitulada “milagre da multiplicação dos pães” Jesus, com cinco pães e dois peixes alimenta uma multidão; Ele sacia a fome de amor e justiça da humanidade, motivando seus discípulos à partilha. O texto retrata as situações que a vida apresenta, desafiando-nos a encontrar soluções adequadas. Milagre consiste em tornar real e concreto aquilo que sempre foi possível, embora, de imediato, não enxerguemos. Jesus nos ensina.

Ter consciência clara da Missão (1), da razão de ser de nossa existência. O que motiva e inspira a ação de Jesus é ‘salvar a humanidade’. Qual a minha/sua/nossa missão? Ter senso da realidade (2), ‘ver com os olhos’ necessidade de partilhar, vencendo todas as formas de isos refletir e desafios que tem.

O senso da realidade (2): “Ao sair do barco Jesus viu uma grande multidão”. Aguçar a capacidade de reconhecer o contexto: o que, quem está à nossa volta. ‘Ver com o coração’ (3): “Encheu-se de compaixão por eles (…)”. Colocar-se no lugar do outro, a partir do seu pensar, sentir e agir é ser compassivo.

Identificar a situação-problema (4): “(…) Este lugar é deserto, a hora está adiantada. Despede as multidões, para que possam ir aos povoados comprar comida”. Diante do problema claro, a solução proposta pelos discípulos foi o caminho mais prático e cômodo a eles. O desafio (5): “Dai-lhes vós mesmos de comer”. Jesus provoca seus amigos a encontrar, entre eles mesmos, a solução adequada para o problema.

Vencer as resistências (6): “Só temos cinco pães e dois peixes”. Incapazes de acreditar em si e nos outros, os discípulos resistem, apresentando como argumento suas limitações.  

Olhar da fé (7): “(…) Ele pegou os cinco pães e dois peixes, ergueu os olhos para o céu e pronunciou a benção”. O caminho da solução passa, necessariamente, pela consciência daquilo que temos. Jesus reza, porque sua missão está inteiramente sustentada por um projeto maior, vem de Deus. Rezar para que, diante do pouco, sejamos capazes considerar aquele que está ao nosso lado.

Organizar a ação (8): “Mandou que as multidões se sentassem na grama.” Jesus planeja a execução das ações. Boa vontade, apenas, não basta.

O trabalho (9): “Os discípulos os distribuíram às multidões”. Nada substitui a transpiração, a mão na massa.

O resultado (10): “Todos comeram, ficaram satisfeitos e dos pedaços que sobraram recolheram ainda doze cestos cheios. (…). Mais que o necessário e suficiente. Jesus ensina que está forma de ser, pensar, sentir e agir leva ao êxito pessoal e coletivo.

O segredo (11): A resposta para o problema estava ali mesmo: cinco pães e dois peixes. A atitude de desprendimento de alguém, colocando o que tinha a disposição, foi fundamental para que o ‘milagre’ absolutamente possível acontecesse.   O aprendizado (12): Agora é a minha/sua/nossa vez!

 

 

 

Ivanaldo Mendonça

Padre, Pós-graduado em Psicologia

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