Por Ivanaldo Mendonça – O pensar e agir cristão tem como um de seus principais referenciais o imperativo chamado-resposta como forma de expressar a relação entre Deus e os homens. De forma pessoal Deus chama cada homem e, de forma coletiva, chama toda a humanidade a aderir consciente, livre e responsavelmente ao Seu projeto de amor. Jesus Cristo é a manifestação concreta e plena de o quanto Deus busca e deixa-se encontrar, verdade expressa pelo Evangelho: “E o verbo se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1,14).

Jesus propõe aos homens de todos os tempos Segui-lo fielmente. Comumente depararmo-nos com propagadores do Evangelho, confessionais ou não, que reforçam a necessidade de seguir a Jesus apresentando práticas sobre como isso pode acontecer.

Ao mesmo tempo, assistimos a banalização do ser e agir cristão á medida que cada pessoa ou grupos dão-se o direito de seguir a Jesus como bem querem, minimizando a importância, sentido e significado dos referenciais cristãos aos seus bons propósitos.

Muitos dos que se dizem cristãos possuem uma visão reducionista acerca de Jesus e sua proposta. Quando, sobretudo, diante das intempéries, é preciso perseverar, abandonam a fé, a Jesus, e a comunidade na qual congregam.

As justificativas revelam: nunca estiveram ali por Cristo; suas inspirações eram outras. A responsabilidade recai, também, sobre os que devem, de forma clara, favorecer aos que buscam o Senhor travar com Ele um encontro real, verdadeiro e profundo. Porém, quando a busca pessoal não parte deste princípio, tudo fica mais difícil.

O Evangelho segundo João (Jo 1,35-42) favorece-nos refletir acerca desta realidade quando, de forma objetiva, apresenta aquilo que é essencial ao seguimento fiel de Jesus e que não pode ser desconsiderado por cada cristão assim como pelas comunidades cristãs.

Uma pergunta inspira-nos nesta busca: Porque você segue a Jesus? A resposta é clara: Porque Ele é meu Salvador! Porque ele é meu Mestre! Porque ele é o Messias!

Apontado como ‘cordeiro de Deus’ Jesus revela-se, antes de tudo, Salvador. Enviado por Deus para resgatar a humanidade do pecado e da morte eterna entrega-se na cruz concedendo-nos a possibilidade de viver eternamente. Chamado ‘Rabi’, Jesus revela-se Mestre: caminha conosco, ensinando-nos a ser e viver do jeito de Deus. Definido como Messias, para além de um político partidário, Jesus instaura um novo reino, o império da paz, justiça e fraternidade.

Quando, de fato, cada cristão e todos os cristãos experimentarem, profundamente o encontro com Jesus Salvador- Mestre-Messias será possível segui-Lo fielmente, inspirando mais e mais pessoas a conhecê-Lo, amá-Lo e segui-Lo.

Ivanaldo Mendonça
Padre, Pós-graduado em Psicologia
[email protected]

 

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