O governador de São Paulo, João Doria, anunciou nesta quarta-feira, 27, o plano de retomada gradual da economia nos 645 municípios paulistas. O prefeito Fernando Cunha, de Olímpia, deverá anunciar os novos decretos.

Quem detalhou o plano foi a secretária de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen. Ela explicou que o planejamento está dividido em cinco fases e que a flexibilização se dará de forma regionalizada. Enquanto a Grande São Paulo e o litoral permanecem na fase 1 – a mais restrita –, a região de Barretos, na qual Olímpia está inserida, segue, a partir de 1º de junho, para a fase 3, que prevê um relaxamento, mas ainda com restrições e proibição do funcionamento de algumas atividades econômicas.

“Nós nos comprometemos com uma abordagem heterogênea a faseada para a nova etapa do Plano São Paulo. Esse faseaemento, no compromisso original, tinha quatro fases. Nós incluímos uma quinta pela simples razão de que, infelizmente, enquanto não houver vacina nem cura para o vírus, teremos que viver um ‘normal controlado'”, explicou.

As cinco fases são as seguintes:

  • 1. Alerta máximo – fase de contaminação com liberação apenas de serviços essenciais
  • 2. Controle – Fase de atenção, com eventuais liberações
  • 3. Flexibilização – Fase controlada, com maior liberação das atividades
  • 4. Abertura parcial – Fase decrescente, com menores restrições
  • 5. Normal controlado – Fase de controle da doença, liberação de todas as atividades com protocolos.

Patrícia mostrou que, na fase 1, a economia opera apenas com a indústria, comércio e serviços não essenciais. “Na fase 2, que estamos chamando de ‘Controle’, já iniciamos uma abertura com restrições das imobiliárias, concessionárias, escritórios, comércio e shoppings centers”, afirmou. “A ideia é que isso seja feito com restrição de fluxo de pessoas, de horários e também com medidas rígidas de distanciamento”, explicou.

A secretária exemplificou citando o caso dos shoppings centers. “Seria um fluxo em torno de 20% da capacidade original, respeitando o distanciamento de 1,5 metro, horário reduzido (funcionamento de quatro horas) e limitação do uso de praças de alimentação”, detalhou.

A fase 3, que o governo não detalhou quando iniciará, permite a abertura, com restrições, de bares, restaurantes e similares, além de salões de beleza.

As academias só poderão abrir na fase 4.

Já a fase 5, prevê a abertura de todos os setores econômicos, incluindo espaços públicos, teatro, cinemas e atividades que promovam aglomeração, incluindo eventos esportivos.

Pela determinação do governo de São Paulo, salões de beleza, restaurantes só poderão abrir – com restrições – a partir da “fase 3”. De acordo com a economista Ana Carla Abrahão, uma região só poderá ampliar a flexibilização depois de 14 dias de avaliação.

Para Doria, a retomada deve ser de maneira cautelosa. “Cuidadoso e importante passo adiante. Para o dia 1º até 15 de junho. Vai permitir a retomada gradual e segura em alguns locais”, citou o governador.

O tucano disse, no entanto, que cidades que não fiscalizarem ambientes públicos e, aumentando casos do novo coronavírus, o Estado poderá dar um passo atrás e decretar quarentena com fechamento de serviços não essenciais.

De acordo com Doria, entre março e e até 31 de maio, período de quarentena, o Estado contabilizará 65 mil vidas salvas. Em todo Estado são cerca de 80 mil casos de Covid-19. Sem isolamento, o governo diz que São Paulo teria 950 mil infectados.

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