O deputado federal, Geninho Zuliani (DEM) se manifestou contrário à decisão do presidente Jair Bolsonaro, anunciada hoje (21), em voltar atrás e cancelar protocolo de intenções de compra de 46 milhões de doses da vacina CoronaVac, que está sendo desenvolvida pelo Instituto Butantan e pela farmacêutica chinesa Sinovac.

O parlamentar será o relator de MP que permite adesão do Brasil à Aliança Covax Facility, coalização de 168 países para aquisição de uma vacina segura contra a Covid-19.

O pronunciamento de Geninho ocorreu nesta quarta-feira, durante reunião técnica com a Comissão Externa de Enfrentamento à Covid-19, em Brasília.

“Hoje pela manhã, recebi essa notícia triste, de que o presidente estava desautorizando o ministro da Saúde a manter o protocolo de intenções para a aquisição da CoronaVac. Fiquei estarrecido, estamos tratando de salvar vidas, o Brasil já perdeu 150 mil vidas”, declarou Geninho.

Na terça-feira, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, após reunião com 27 governadores e Distrito Federal, assinou protocolo de intenções de que seriam compradas 46 milhões de doses da vacina CoronaVac, um dos protocolos mais avançados em termos de imunização contra o coronavírus no mundo, já na fase 3 no Brasil – que é quando é aplicada em humanos – e em avaliação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O órgão chegou a disparar comunicado oficial dizendo que “ação é mais um passo na estratégia de ampla oferta de vacinação aos brasileiros. Somadas, as três vacinas – AstraZeneca, Covax e Butantan-Sinovac – representam 186 milhões de doses, a serem disponibilizadas ainda no primeiro semestre de 2021, já a partir de janeiro.”

No entanto, após repercussão de internautas nas redes oficiais do presidente Bolsonaro, o mesmo declarou por meio de sua conta no Twitter que “diante do exposto, minha decisão é a de não adquirir a referida vacina”, referindo como “a vacina chinesa de João Dória”.

O parlamentar afirmou ainda que espera que o presidente Bolsonaro raciocine melhor sobre sua decisão. “Não é hora de partidarizar a escolha da vacina, é preciso sim fazer os investimentos necessários, salvar vidas, retomar a economia, gerar empregos”, concluiu.

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