Com a inauguração do Solar das Águas Park Resort, em Olímpia, com seus mil apartamentos que conferem-lhe o título de maior do País em hospedagem, os empresários goianos, olimpienses por Títulos de Cidadania conferidos pela Câmara Municipal, e sendo o destino o primeiro Distrito Turístico do Estado de São Paulo, o desafio é foco no Turismo como desenvolvimento de toda a cidade, desde a sua infraestrutura urbana, o Plano Diretor para a expansão não só de hotéis, mas do entretenimento, gastronomia, todo o comércio ao redor do turista, que vai empregar, gerar divisas e beneficiar toda a sociedade, não só trazer lucros aos investidores.

Inauguração do Solar das Águas Park Resort pelo governador João Doria

Esse novo empreendimento envolve a ABL Prime, em parceria com a Griffe Investimentos, Grupo Natos e WPX Holding, com um Solar das Águas de 85 mil m², que recebeu investimento total de R$ 435 milhões. Conta com 1 mil apartamentos mobiliados e capacidade para receber até 6 mil turistas ao mesmo tempo em suas quatro torres de 17 andares cada. “Eu vejo que a gente foi doido lá atrás ao lançar um empreendimento desse porte, mas deu certo, graças a Deus, está sendo um sucesso”, afirma Rafael Pereira Almeida, sócio-fundador da Natos Multi e da Griffe Investimentos, em entrevista exclusiva ao Diário. Aliás, o ‘desafio’ citado no parágrafo acima é, também, de autoria de Rafael. (Veja a íntegra do vídeo ao final)

Em menos de dois anos, o grupo entregou dois empreendimentos na cidade. Contando com o Enjoy Olímpia Park Resort e agora com o Solar das Águas Park Resort já são 1912 apartamentos mobiliados entregues. Rafael explica: “E isso representa cerca de 40 mil cotas de multipropriedade. A Natos faz a gestão, a WAM as vendas, os incorporadores são formados pelos sócios das outras empresas, que forma uma SPE para construir o prédio, além da Construtora Rio Verde que fez os dois Resorts”.

Solar das Águas Park Resort no dia da inauguração

“Quando entregamos um empreendimento, a gente vê quantas pessoas estão envolvidas, que nos ajuda no dia-a-dia, direta e indiretamente”, assinala Rafael, que aproveita para elogiar as lideranças políticas e empresariais de Olímpia: “Temos o privilégio de ter certas pessoas aqui que fomentam muito o Turismo e que também fomentam a coletividade como um todo, não ficam olhando só para o próprio umbigo”.

SEM CONCORRENTES, SÓ NO COMERCIAL – Rafael frisa que, entre os incorporadores e investidores, não há concorrência, exceto na área comercial: “Eu converso com a GR Group, com o Grupo Ferrasa, um vai no empreendimento do outro almoçar, é como uma grande família, quem tem que se pegar no dia-a-dia é o comercial, mas no conjunto tem que pensar no desenvolvimento turístico da cidade”.

E, aqui tem outra vantagem, segundo ele: “Ao contrário do Brasil, em Olímpia temos o poder público ao nosso lado, em recente evento em Gramado, da ADIT (Associação para o Desenvolvimento Imobiliário e Turístico), o painel era sobre Olímpia, e lá estava o Fernando (Cunha, prefeito), o Newton (Ferrato, Ferrasa), o Gustavo (Rezende, GR), os empreendedores, e ao final tinha uma fila de empresários pedindo para o Fernando ser prefeito da cidade deles (risos), ou seja, é difícil encontrar essa união que temos aqui”.

Rafael Almeida prossegue, reconhecendo a importância do parque aquático Thermas dos Laranjais, “que catapulta tudo isso, é muito gratificando ver tudo isso se concretizando, porque a estrada não é fácil até à conclusão de um empreendimento”. Por isso, o fundador e ainda presidente do Thermas dos Laranjais, Benito Benatti, foi homenageado por Waldo Palmerston na cerimônia do último dia 2 (veja o vídeo)

MULTIPROPRIEDADE, DEMOCRACIA DA 2ª MORADIA – Na entrevista, um destaque para a multipropriedade, “uma criação nossa, do setor, para que as famílias pudessem ter a oportunidade de uma segunda moradia para passar um final de semana”. Ele explica que “somos o único País da América Latina a ter uma lei específica sobre a multipropriedade, a lei 13.777/18 dá segurança para todo mundo, surgiu a ideia na ADIT, depois veio o Secovi (Sindicato da Habitação na Internet), os ‘players’ do mercado, formamos um comitê e, ao final de 2018, veio a Lei 13.777 que regulamenta o setor da multipropriedade, e agora vai passar por mudanças, o amadurecimento do setor, tem empreendimentos prontos que querem esse público, e algumas questões legais precisam ser previstas e revistas, como a questão do condomínio, entre outras”.

“Então, é muito gratificante saber que nós, e os outros empresários da cidade, não estão apenas preocupados com a construção de um prédio, mas sim gerar empregos que diminuem a carga do setor público, vai além dos empregos diretos, tem todos os do fornecedores e seus empregos e, ao mesmo tempo, os indiretos deles, e por aí vai, a pessoa passa a ter condições de se sustentar sozinho, e ao mesmo tempo que trazemos atrativos, coisas diferentes, tudo isso é um ciclo muito saudável, uma cadeia muito grande interligada e todos interdependentes”, comenta Rafael.

SOLAR DAS BRISAS – Na entrevista, Rafael revela que após o Solar das Águas virão outros quatro ‘Solares’, sendo o próximo o ‘Solar das Brisas’, mas ressalta: “Não queremos construir por construir, veja que levamos seis anos entre o início do Enjoy e a entrega do Solar, o nosso foco não é erguer mais um prédio, e sim trazer atrativos para todos. Enquanto não iniciamos as obras das Brisas, vamos concluir o Museu de Cera e Bar de Gelo, entregando no começo de novembro e anunciando outra surpresa para Olímpia”.

Embora Rafael chegue a comentar no filme que só em 2023 iniciará as obras, esse prazo será adiantado, segundo o setor de engenharia do grupo, a entrevista o pegou de surpresa. Mas, uma coisa é certa: “Será menor em número de apartamentos do Enjoy e do Solar das Águas, mas bem maior em termos de recreação, para ter uma ideia terá um cinema de 100 lugares em estilo de arquibancada, como os cinemas tradicionais”.

E também será construído em forma ‘faseada’, ou seja, serão duas incorporações, cada qual com 420 apartamentos, sendo uma construção igualmente rápida, em torno de 36 meses.

Com toda essa realidade, o grupo também passa por mudanças estruturais, internas. Ele, por exemplo, parte para a área de novos negócios, estratégias face aos desafios que estão chegando. Sandro Mabel virá para a ‘mão na massa’, no dia-a-dia, parte executiva e de cobranças, financeiro. “A partir deste mês, vou ficar focado nas questões do Distrito Turístico, na elaboração do Plano Diretor que o governador Doria anunciou para os próximos dias, também vou operar o início das vendas, a operacionalização, do Solar das Brisas”, anuncia Rafael.

DISTRITO TURÍSTICO – Afinal, muitos questionam, o que é um ‘distrito turístico’? Apenas uma nova nomenclatura para receber verbas públicas? “Distrito Turístico é diferente de Estância Turística que a gente já virou lá atrás e Barretos, por exemplo, virou no último dia 2. Estância é uma forma de acessar a Secretaria de Turismo e recursos que o Estado disponibiliza para o desenvolvimento do Turismo, mas o Distrito vai muito além disso. Distrito terá que ter uma lei específica para o município que quer se desenvolver”, explica Rafael.

É como um ‘distrito industrial’, delimitado para a instalação de indústrias. O distrito turístico também é uma limitação territorial onde o Plano Diretor, que começa a ser discutido agora, com a união do setor público e ‘players’ do mercado – os empresários, investidores – dentro das potencialidades do município, com legislações específicas, determinando o que pode e o que não pode se instalar. Por exemplo, a Avenida Benatti, sem querer, é quase um Distrito Turístico, apenas hotéis e estabelecimentos correlatos, como o Garden Outlet Olímpia; o futuro Centro de Convenções, estão sendo instalados nela, e que poderá abrir, dentro do futuro Plano Diretor, segundo Rafael, postos de gasolina, gastronomia, “mas tudo bem direcionado, aqui pode, ali não pode”.

Avenida Benatti, quase um distrito turístico

“Você tem um comitê junto da iniciativa pública e privada para direcionar essas questões. Por exemplo pode ser feito um projeto de uma taxa de turismo para você ter um ônibus igual em algumas cidades, como Cancún, grátis e circulando com o turista para todos os pontos turísticos, e por aí vai. Dá uma responsabilidade maior de planejamento, agora o turismo é olhado com foco na cidade como um todo, desde a sua infraestrutura urbana até sinal de internet, por exemplo”, assinala Rafael Almeida.

“Os trabalhadores que virão para essas ações, empreendimentos, tem que ter infraestrutura para acolhê-los, reciclagem de seus conhecimentos, treinamentos específicos, é todo um contexto, não é mais lançar um hotel ou um atrativo, Distrito Turístico é desenvolver toda a cidade e o seu potencial, o que beneficiará a todos os cidadãos, não somente turistas”, complementa.

Rafael exemplifica que Cancún, Orlando, por exemplo, são Distritos Turísticos. “Quando Walt Disney começou o parque de Los Angeles não achou que usaria os 300 mil metros quadrados de terreno oferecido a ele, em dois anos já não tinha mais para onde crescer, não quis passar isso de novo, daí em Orlando a coisa mudou de figura: ele chegou ao governador do Estado da Flórida e disse que precisava que englobasse três ou quatro cidades através de um distrito turístico, e assim foi feito”, disse.

MUSEU DE CERA E BAR DE GELO – Rafael Almeida revela, com exclusividade ao Diário, de que o Museu de Cera e Bar de Gelo vão operar na primeira semana de novembro. Cenários novos estão chegando, em breve permitirá ao Diário mostrar o interior das obras, já avançadas. Na inauguração, ele deverá anunciar “uma atração surpresa”, que não quis adiantar.

Daí, Rafael retoma o discurso do entretenimento para Olímpia, mais ainda agora como Distrito Turístico: “A gente não para de pesquisar para o turista ficar mais em Olímpia. Quando o Waldo (WAM, WPX) aceitou o convite do Benito (Benatti, fundador e presidente do Thermas dos Laranjais) há dez anos atrás, ele queria isso, que a pessoa não só viesse ao parque aquático e, ao final do dia, fosse embora, e era o que acontecia”.

TURISTAS FICAM NO MÍNIMO 4 DIAS – “Eu lembro que, na pesquisa da Secretaria de Turismo, as pessoas ficavam a média de menos de um dia naquela época, a última vez que tive acesso à pesquisa, no ano passado, devido à pandemia, a média era de 3 quase 4 dias na cidade, já melhorou bastante. No Enjoy, por exemplo é mais do que quatro”, revela Rafael.

São quatro dias que o turista fica em Olímpia “comendo, bebendo, consumindo no comércio, comprando coisas, abastecendo o carro, o dinheiro não vai embora da cidade, como antes, claro que para nós, empresários, vemos oportunidades de negócios, mas por outro lado, a gente vê o emprego, é todo um sistema que ganha, os novos negócios que chegam, por exemplo o Outlet, são devido a esses novos tempos de crescimento, basta olhar a cidade do alto para ver”.

Olímpia, uma cidade em crescimento impulsionado pelo Turismo

E, cumprimenta o setor público: “Que beleza, parabéns à Prefeitura que sempre apoiou as iniciativas, hoje o olimpiense, ou o turista, caminha pela avenida e encontra de tudo, e em breve na Avenida Benatti poderá caminhar do Enjoy, passar pelo Thermas, ir para os Resorts, Garden Outlet, Centro de Convenções e todo o trajeto que estará urbanizado, culminando com o novo acesso prometido pelo governador na Assis Chateaubriand, sem contar o futuro aeroporto”.

VALE DOS DINOSSAUROS – Rafael comemora o fato de o Vale dos Dinossauros retornar, pós-pandemia, com sucesso. “A reabertura tem animado a gente, daí eu sempre reforço, tanto para o Vale quanto para o Turismo em geral de Olímpia: se preparem para o Verão, vai acelerar o comércio, os restaurantes, todos que tem alguma ligação como o Turismo”.

Confira a entrevista na íntegra, que tem muito mais conteúdo:

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